domingo, 19 de junho de 2011
SaferNet cria Fórum sobre uso Ético das TIC no Portal do Professor do MEC
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Na próxima segunda (30.05) estarei as 13h no Programa Zumzumzum da Rádio Itapoan FM 97,5
sábado, 21 de maio de 2011
Lançamento de A vida no Orkut – Narrativas e aprendizagens nas redes sociais, em Porto Alegre dia dia 27.05 as 19h.
A vida no Orkut – Narrativas e aprendizagens nas redes sociais
De Edvaldo Couto e Telma Brito Rocha
(Organizadores)
NA PALAVRARIA
O Orkut hoje representa uma das principais referências de sites quando as pessoas estão conectadas, sobretudo os mais jovens. Não por acaso chama a atenção de pais, professores e pesquisadores. Vários trabalhos acadêmicos foram produzidos nos últimos anos e muitos outros estão em andamento para analisar as relações de fascínio, mas também as possibilidades de aprendizagens, entretenimento e comunicações que o Orkut oferece.
Diante da especial popularização do Orkut no Brasil e do crescente interesse de pesquisadores em investigar os processos de comunicação, as práticas discursivas, os relacionamentos e as aprendizagens nas redes sociais, o livro reúne ensaios que resultam de pesquisas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado, realizadas por professores em diferentes momentos em suas carreiras e em diversas universidades brasileiras. As abordagens são múltiplas, assim como as pluralidades e as possibilidades de interações no Orkut. Cada um a seu modo, os ensaios apresentam e discutem a complexidade e a variedade de vivências, abordam temas como as identidades, a estética corporal, o internetês, as representações de professores e de escolas, os discursos sobre a velhice, as imagens de família, as relações de fascínio, ideais de felicidade, os significados e sentidos que os participantes tecem em suas redes sociais na internet.
O livro ressalta que o Orkut se constitui em mais uma fonte de sociabilização digital, um espaço privilegiado para a ampliação de comunicação que favorece os intercâmbios, pois possibilita aos sujeitos vivenciarem relações para além de suas comunidades locais. É uma rede fascinante de invenção e exibição de subjetividades. Por fim, a intenção do livro é ampliar debates. Que as inquietações e as motivações aqui expostas contribuam para que pais, educadores e interessados em geral conheçam, sob esses ângulos, o que fazem e pensam jovens e adultos em suas redes sociais na internet, como festejam a vida no Orkut.
Palavraria – Livros & Cafés
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terça-feira, 17 de maio de 2011
Dia 19.05 (16 às 17h) estarei na Rádio CBN (100,7) falando sobre cyberbullying.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Participação no Programa Aprovado 14.05 sobre Bullying (veja trechos)
terça-feira, 10 de maio de 2011
Estarei no Programa Aprovado da Rede Bahia de Televisão (sábado, 14.05 às 8h)
quarta-feira, 23 de março de 2011
Entrevista concedida ao jornal Diário de São Paulo sobre o caso de bullying do adolescente australiano Casey Heynes que virou hit na internet.
Bullying e o risco do efeito bomba-relógio
Hulk, Zangief, lutador de luta livre. Esses são apenas alguns apelidos que o adolescente australiano Casey Heynes recebeu após ter sido filmado na semana passada, defendendo-se de repetidas agressões de um colega de escola. O garoto aguentava calado e deprimido, enquanto crianças o submetiam a atos de humilhação e violência. Um dia, ele revidou. Aplicou um golpe digno do personagem Zangief, de "Street Fighter". A cena foi filmada e teve milhares de acessos no Youtube, como se Heynes, 15 anos, tivesse agido por todas as pessoas que sofrem bullying.
"Há um momento em que os papéis se invertem. O ser humano acuado explode para sobreviver", diz o psicólogo Dirceu Moreira, autor do livro "Transtorno do Assédio Moral Bullying: A Violência Silenciosa" (Editora Wak), para explicar a atitude de Heynes. Mas não são todas as vítimas que têm coragem de revidar. É comum, aliás, crianças se tornarem mais retraídas e desenvolverem baixa autoestima.

Mas a atitude de Heynes é controversa. Especialistas alertam que combater o bullying com outra violência não é a melhor forma de lidar com o assunto. "Foi uma vitória para ele. Só que Heynes tem sido tratado como herói porque a sociedade acredita que é necessário responder à violência com mais violência. Na verdade, devemos buscar outros caminhos", diz a educadora Telma Brito Rocha.
Os pais e educadores, muitas vezes, ignoram a prática de bullying. Mas, se as humilhações forem identificadas, os responsáveis pelo agressor devem ser chamados para uma conversa mediada pela escola.
O alvo / Segundo a educadora Telma, a popularidade do caso Heynes é importante para gerar a discussão sobre o problema e mostrar que ele pode acontecer com qualquer pessoa, independente de seu porte físico - Heynes é um garoto forte. "Ele desconstrói a lógica de que o bullying ocorre com pessoas frágeis e mostra que há a chance do revide."
O perigo, no entanto, é a vítima se tornar agressora. A partir do momento da reação, ela descobre possuir uma força que não sabia que tinha e, em muitos casos, pode descontar os anos de humilhação em outras pessoas. Por isso, é preciso tomar cuidado com a inversão de papéis.
A vítima se torna heróiDe garoto impopular e com poucos amigos, o gordinho Heynes se tornou um herói. Foram criadas duas páginas no Facebook em sua homenagem e ele também se tornou estrela de jogos de animação.
200.000 pessoas curtiram Heynes no Facebook
A solução pode estar na ação judicial Quando a escola falha em ajudar a vítima, muitos pais acionam a Justiça contra os responsáveis pelos agressores de seus filhos. Como afirma o psicólogo Moreira, "quem responde pelas crianças são os pais e quando afeta o bolso dói. A dor moral vem cobrar a dor financeira". Para ele,no entanto, essa não é a forma indicada de lidar com o problema, mas "pelo menos serve para alertar",
O outro lado: a versão do agressorNo início da semana, o agressor de Heynes, Richard Gale, 13, concedeu uma entrevista ao programa "Today Tonight" onde afirmou que teria sido provocado pelo próprio Heynes . Também alegou já ter sofrido bullying.
Assista a entrevista:
Como saber se seu filho está sofrendo bullyingEle demonstra tristeza constantemente. Não tem vontade de frequentar a escola. Demonstra não ter amigos. Teve piora no rendimento escolar. Apresenta marcas pelo corpo.
Veja agora o vídeo de Casey se defendendo das agressões do colega na escola:
Luana Lila (Diário de SP)
