terça-feira, 10 de maio de 2011

Estarei no Programa Aprovado da Rede Bahia de Televisão (sábado, 14.05 às 8h)

O Programa Aprovado do próximo sábado discute o bullying nas escolas.Saiba como identificar as vítimas e agressores e como escola e família são importantes para combater este tipo de comportamento agressivo. Divulguem em suas redes sociais e ambientes educativos que trabalham. Vejam chamada do programa.


quarta-feira, 23 de março de 2011

Entrevista concedida ao jornal Diário de São Paulo sobre o caso de bullying do adolescente australiano Casey Heynes que virou hit na internet.

Bullying e o risco do efeito bomba-relógio


Hulk, Zangief, lutador de luta livre. Esses são apenas alguns apelidos que o adolescente australiano Casey Heynes recebeu após ter sido filmado na semana passada, defendendo-se de repetidas agressões de um colega de escola. O garoto aguentava calado e deprimido, enquanto crianças o submetiam a atos de humilhação e violência. Um dia, ele revidou. Aplicou um golpe digno do personagem Zangief, de "Street Fighter". A cena foi filmada e teve milhares de acessos no Youtube, como se Heynes, 15 anos, tivesse agido por todas as pessoas que sofrem bullying.

"Há um momento em que os papéis se invertem. O ser humano acuado explode para sobreviver", diz o psicólogo Dirceu Moreira, autor do livro "Transtorno do Assédio Moral Bullying: A Violência Silenciosa" (Editora Wak), para explicar a atitude de Heynes. Mas não são todas as vítimas que têm coragem de revidar. É comum, aliás, crianças se tornarem mais retraídas e desenvolverem baixa autoestima.


Mas a atitude de Heynes é controversa. Especialistas alertam que combater o bullying com outra violência não é a melhor forma de lidar com o assunto. "Foi uma vitória para ele. Só que Heynes tem sido tratado como herói porque a sociedade acredita que é necessário responder à violência com mais violência. Na verdade, devemos buscar outros caminhos", diz a educadora Telma Brito Rocha.

Os pais e educadores, muitas vezes, ignoram a prática de bullying. Mas, se as humilhações forem identificadas, os responsáveis pelo agressor devem ser chamados para uma conversa mediada pela escola.

O alvo / Segundo a educadora Telma, a popularidade do caso Heynes é importante para gerar a discussão sobre o problema e mostrar que ele pode acontecer com qualquer pessoa, independente de seu porte físico - Heynes é um garoto forte. "Ele desconstrói a lógica de que o bullying ocorre com pessoas frágeis e mostra que há a chance do revide."

O perigo, no entanto, é a vítima se tornar agressora. A partir do momento da reação, ela descobre possuir uma força que não sabia que tinha e, em muitos casos, pode descontar os anos de humilhação em outras pessoas. Por isso, é preciso tomar cuidado com a inversão de papéis.

A vítima se torna herói
De garoto impopular e com poucos amigos, o gordinho Heynes se tornou um herói. Foram criadas duas páginas no Facebook em sua homenagem e ele também se tornou estrela de jogos de animação.

200.000
pessoas curtiram Heynes no Facebook

A solução pode estar na ação judicial
Quando a escola falha em ajudar a vítima, muitos pais acionam a Justiça contra os responsáveis pelos agressores de seus filhos. Como afirma o psicólogo Moreira, "quem responde pelas crianças são os pais e quando afeta o bolso dói. A dor moral vem cobrar a dor financeira". Para ele,
no entanto, essa não é a forma indicada de lidar com o problema, mas "pelo menos serve para alertar",


O outro lado: a versão do agressor
No início da semana, o agressor de Heynes, Richard Gale, 13, concedeu uma entrevista ao programa "Today Tonight" onde afirmou que teria sido provocado pelo próprio Heynes . Também alegou já ter sofrido bullying.

Assista a entrevista:



Como saber se seu filho está sofrendo bullying
Ele demonstra tristeza constantemente. Não tem vontade de frequentar a escola. Demonstra não ter amigos. Teve piora no rendimento escolar. Apresenta marcas pelo corpo.

Veja agora o vídeo de Casey se defendendo das agressões do colega na escola:


Luana Lila (Diário de SP)


domingo, 13 de fevereiro de 2011

Escolas públicas estão obrigadas a notificar casos de violência doméstica e sexual

Desde do dia 26 de janeiro, os estabelecimentos públicos de ensino e os profissionais de saúde estão obrigados a notificar as secretarias municipais ou estaduais da Saúde sobre qualquer caso de violência doméstica ou sexual que atenderem ou identificarem em seus alunos e pacientes respectivamente. A obrigatoriedade consta da Portaria nº 104 do Ministério da Saúde, publicada neste mesmo dia no Diário Oficial da União, texto com o qual o ministério amplia a relação de doenças e agravos de notificação obrigatória. Com a inclusão dos casos de violência doméstica, sexual e outras formas, a relação passa a contar com 45 itens. Embora não trate especificamente da violência contra as mulheres, o texto automaticamente remete a casos de estupro e agressão física, dos quais elas são as maiores vítimas. A Lei 10.778, de 2003, no entanto, já estabelecia a obrigatoriedade de notificação de casos de violência contra mulheres atendidas em serviços de saúde públicos ou privados. A lei determina que cabe à vítima ou ao seu representante legal tomar a iniciativa de comunicar a polícia. No momento em que isso passa a ser de notificação compulsória e a equipe médica deve informar a autoridade de Saúde, fica mais fácil termos um número mais próximo da realidade, é importante que se preserve a privacidade das vítimas de violência, principalmente sexual.


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

"Na mira dos alunos" artigo escrito para Revista Carta na Escola (edição de outubro). Clicando na imagem você pode ampliá-la.

A revista Carta na Escola, é uma publicação mensal da Revista Carta Capital dirigida aos professores do ensino médio. O texto discute o cyberbullying e a "nova mania" entre os adolescentes, a expressão do ódio aos professores por meio de tecnologias digitais. Acesso ao texto da reportagem com comentários de leitores, veja: [http://www.cartacapital.com.br/carta-na-escola/na-mira-dos-alunos]

domingo, 19 de setembro de 2010

Scr@ps no Orkut agora passam a ter privacidade dentro de redes sociais de seus usuários. Mudança na essência do software social.

Recentemente o Orkut inaugurou em todos os perfis uma nova funcionalidade que permitirá o envio de recados privados. Com essa renovação, os scraps serão usados também para fins de conversas restritas e pessoais, sem que os usuários tenham recorrer aos velhos “depoimentos” – ou “testemunhos” – na hora de contar algo mais reservado. Segundo Victor Ribeiro, diretor de produtos do Google para a América Latina, a grande intenção da companhia é aprimorar o que chama de “consciência do usuário” sobre o conteúdo que é disponibilizado na rede. Mediante isso, o Orkut também ganha um painel mais restrito que diz quais das informações podem ser vistas por outros e quem são eles. O próximo passo, é dar a opção que o usuário deixe “invisível” a outros internautas algumas comunidades que participa.
Essa investida de privacidade no software social ocorre deste de 2007, em virtude do Orkut ter sido invadido, na época, por spams (e-mails não solicitados, geralmente enviados para um grande número de pessoas, sobretudo na área de comércio e marketing) fakes ( perfis falsos ) e os scrapbook infestados por vírus e mensagens pornográficas.
A partir daí, outras muitas mudanças ocorreram, principalmente depois da criação da CPI da Pedofilia pelo Senado Federal, em 2008, para investigar crimes sexuais envolvendo crianças e adolescentes; foi firmado um acordo com o Google em 2009 para que ele criasse ferramentas para impedir a veiculação de material pornográfico. De lá para cá, muitas comunidades que possuíam conteúdo impróprio, além de pornografia, como racismo, homofobia, entre outras, são excluídas cotidianamente pelo próprio Google, que chega até elas por meio de denúncias de usuário, ou por meio de monitoramento próprio do software.
Esse investimento do google tem como objetivo garantir a permanência dos usuários no Sofware aumentando a privacidade no sistema. Opções de bloqueio para visualização de fotos, mensagens e informações pessoais são cada vez mais utilizadas; ou então sendo permitidas visualizações apenas para amigos ou, em casos mais rígidos, a permissão de visualização apenas para aqueles que enviaram algum comentário para o scrapbook (página de recados).
Com essas mudanças, é possível verificar que o Orkut muda sua essência de comunicação marcada pela exibição e visualização pública, passando a estabelecer comunicação privada. Com isso, as redes sociais do software social vão possibilitar aos seus usuários compartilhar e interagir com seus diferentes grupos de amigos na Internet da mesma forma que fazemos fora dela. Esperamos um uso mais ético e consciente de suas redes sociais.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Dia 13/09 Lançamento de A vida no Orkut, livro do qual sou co-organizadora.






No próximo dia 13, a partir das 17h30, será lançado o livro A vida no Orkut: narrativas e aprendizagens nas redes sociais, organizado por Edvaldo Souza Couto e Telma Brito Rocha. A obra publicada pela Editora da Universidade Federal da Bahia, participará do “Lançamento Coletivo da EdUFBa”, que ocorrerá na Reitoria da Universidade Federal da Bahia.

O Orkut é um software do Google, amplamente aceitado como uma rede social, criada em 24 de janeiro de 2004, pelo engenheiro turco Orkut Büyükkökten, com o objetivo de ajudar seus membros a iniciar novas amizades e manter as existentes. Diante da especial popularização do Orkut no Brasil e do crescente interesse de pesquisadores em investigar os processos de comunicação, as práticas discursivas, os relacionamentos e as aprendizagens nas redes sociais esse livro reúne ensaios, com abordagens múltiplas, assim como as pluralidades e as possibilidades de interações do Orkut.

O livro ressalta que o Orkut se constitui em mais uma fonte de socialização digital, um espaço privilegiado para ampliação de comunicação que favorece os intercâmbios, pois possibilita aos sujeitos vivenciarem relações para além das suas comunidades locais. É uma rede fascinante de invenção e exibição de subjetividades. A intenção do livro é ampliar debates, que as inquietações e as motivações expostas contribuam para que pais, educadores e interessados em geral conheçam, sob esses ângulos, o que fazem e pensam jovens e adultos em suas redes sociais, como festejam a vida no Orkut.